Diferenças de Dor entre os Homens e as Mulheres
Diferenças de dor relacionadas com o sexo: evidências
Geralmente, as mulheres informam experimentar uma dor maior recorrente, dor mais intensa e dor mais duradoura que os homens.
As evidências das diferenças da dor relacionadas com o sexo são muito diversas e incluem ciência básica, epidemiologia e pesquisa clínica.
Por exemplo, os estudos experimentais mostram que as mulheres têm menores limiares de dor e menor tolerância à dor diante da presença de diversos estímulos de dor em comparação com os homens.
Prevalência de condições dolorosas nos homens e as mulheres
Existem diferenças relacionadas com o sexo nas taxas de prevalência para determinadas condições dolorosas.
Existem mais condições dolorosas quando há mais prevalência feminina que masculina.
Alguns exemplos de condições dolorosas quando há mais prevalência feminina incluem: Fibromialgia, síndrome do intestino irritável, transtorno temporomandibular, artrite reumatóide e osteoartrite, enxaqueca com aura.
Alguns exemplos de condições dolorosas quando há mais prevalência masculina incluem: cefaléia em salvas, doença cardíaca coronária, gota, espôndilo-artrite anquilosante, úlcera duodenal, doença pancreática.
Outros fatores exercem um impacto nas diferenças relacionadas com o sexo na experiência da dor
As experiências de dor também variam consideravelmente dentro dos sexos.
Foi descoberto que as mudanças nos hormônios sexuais modulam a dor (por ex., ciclo menstrual, gravidez).
As diferenças de dor relacionadas com o sexo podem variar durante o transcurso da vida. Muitas das diferenças de prevalência da dor relacionadas com o gênero que foram observadas (quer dizer, dor de cabeça, abdominal e visceral) parecem reduzir-se depois dos anos reprodutivos.
As diferenças de dor relacionadas com o sexo também podem variar segundo as diferentes culturas.
Diferenças no tratamento da dor relacionadas com o sexo
Existem diferenças na analgesia relacionadas com o sexo.
Existem diferenças relacionadas com o sexo nos efeitos secundários associados com os fármacos, inclusive os analgésicos.
Também encontram-se diferenças relacionadas com o sexo nos tratamentos não-farmacológicos para a dor crônica.
Razões pelas quais as dores e a analgesia nos homens e nas mulheres são diferentes
Os mecanismos biológicos incluem os hormônios sexuais, a genética e as diferenças anatômicas. Alguns destes fatores biológicos (quer dizer hormônios gonadais) se tornam menos evidentes nos anos da pós-menopausa.
As influências psicossociais incluem: emoção (por ex., ansiedade, depressão), estratégias para afrontar problemas, papéis de gênero, comportamentos saudáveis e uso de serviços de atenção médica.
O que se deve fazer?
Deve-se ter em conta as diferenças relacionadas com o sexo na pesquisa da dor.
Deve-se aumentar a consciência das semelhanças e diferenças existentes entre os sexos quando se considera a dor e a analgesia.
Deve-se compreender melhor as diferentes necessidades dos homens e das mulheres em matéria de saúde.
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